quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Eu sou dealer e daí?


Olá a todos! Bem vindos a mais uma quinta feira.

Inicialmente um aviso, alguns de vocês já devem saber, mas minha folga na loja mudou. Sim. Passarei a folgar na segunda-feira, mas mesmo assim o blog continua com o mesmo nome e a atualização também continuará a se dar às quintas feiras. Tudo isso para não mudar tudo para segunda-feira, já que o Gaefield odeia segundas e não vou soltar os cachorros assim logo no começo da semana!

Hoje eu queria expor um fato muito pessoal. Sou passional.
Muito, mas muito mesmo, e quando mexem com meu calo fico uma arara (ok, essas gírias são velhas para caramba, mas fazer o que, a gente usa o que conhece! hehehe).
Bem, por que digo isso de que sou passional? Pois li um comentário, relevante até, em um fórum sobre os Dealers que atuam no país. O comentário era sobre um dealer X que não o tratou o comentarista de maneira respeitosa (conforme palavras dele) e que ficou inconformado com tal atitude. Bem, não quero falar sobre como as pessoas devem agir se forem seguir a "carreira " de dealer, mas gostaria sim de comentar sobre: o que é ser um dealer.

Para quem não sabe dealer é o termo que, pelo menos no Magic, serve para identificar aquele sujeito que toda loja tem e que sempre está rodeado de fichários e que parece que tem todos os cards disponíveis no mundo. Para quem nunca foi uma loja que venda Magic e tenha um salão de jogo, ou para aquele que consideram Magic um hobby mais simples, fica complicado entender para que servem os dealers, pois eles parecem aproveitadores, mas um aviso, ele não o são.

Imagine-se já contente com o que você tem de cards. Contente mesmo, você tem bastantes cards e seu baralho já é uma ameaça constante contra seus amigos. Você é o topdog da situação. Até que um belo dia alguém aparece com um card novo, exatamente da cor do seu baralho, e que faria um verdadeiro estrago ainda maior contra seus oponentes. Você sente na pele o que aquele card pode fazer, e você começa a desejar-lo. Você precisa daquele card.
O único problema?
Ele não é seu. Ele é de alguém que não esta nem um pouco a fim de te passar, nem te vender, nem te emprestar.
Saco, você pensa.
- Puxa vida! Vou ter comprar infinito boosters para tirar um desse. – você imediatamente pensa, e mentalmente faz a conta, caso você tire o card que você quer, que por sinal é raro, com sorte em cinco pacotinhos, você vai gastar por baixo uns 60 reais.
Você vai até a loja e pergunta para quem vende os pacotinhos se ele tem daquela coleção X do tal card. Ele diz que não tem que a coleção, já a mesma é muito antiga e não tem mais disponível no mercado.
Você se decepciona e olha para aquele bando de gente no salão jogando e pensa:
- Bem, e se alguém tivesse esse card? Vou procurar!! – pensa você.
Pergunta para umapessoa, nada, pergunta para o outra e ouve “tenho mas não posso passar, pois é do meu baralho” ou “putz nem quero passar pois vou usar”. Continua procurando e quase desiste. Até que encontra um sujeito com um monte de fichários, lá no canto da loja, sem jogar só fazendo pilhinhas com os cards da mão. E você pergunta se ele tem. Ele fala:
- Tenho sim, custa R$ 25,00. Quantas você quer? 4?
Você imediatamente abre os olhos e fala:
- QUANTO????? Quantas vocÊ tem?
- R$ 25,00. Em dinheiro, cada uma. Elas estão em perfeito estado de conservação.
Você não se conforma com o preço tão mais alto que o de um booster mas ao mesmo tempo você quer muito aquele card. Analisa sua situação e vê que gastar ao infinito para tentar, talvez, quem sabe tirar aquele card vai sair bem mais caro que os 25 pilas que o cara pediu. Você abre sua carteira, olha seu dinheiro e dali você sai o cara mais feliz do mundo com o card que você queria, novinho, em mãos.

A historinha foi comprida, mas é para exemplificar uma coisa. Tanto em nosso país quanto em todos os outros, existem dealers. O dealer é o cara que é um fornecedor de cards avulsos. Ele tem os cards avulsos e os fornece por um determinado valor. Essa é a função dele. Agora se ele é amigável, bonito, simpático, perfumado, fedido, gordo, magro, educado ou não. Bem, isso varia de individuo para individuo.
Não da para estabelecer um padrão.
Eu quero dizer que como não existe um padrão para as pessoas também não pode haver um padrão para os preços que eles cobram.

Eu quero com esse post explicar ou defender, se assim alguém quiser dizer, que o dealer é essencial para a existência do jogo que participamos. Essencial até mais mesmo que o juiz e que o organizador de torneios. Pelo simples fato de que sem os dealers, conseguir quatro cópias de determinado card seria virtualmente impossível e oneroso para todos. Aí sim o Magic seria um jogo de elite. Pois apenas quem tivesse bala na agulha para abrir caixas e mais caixas teria a capacidade de montar um baralho consistente e bom.
Eu falo isso pelo simples fato de ter sido um dealer minha vida inteira em quanto no Magic.
Em todas as lojas que eu já freqüentei existia sempre um dealer. No meu caso, eu era sempre um desses dealers, mas juntamente comigo, em várias lojas outros dealers coexistiam, até certo ponto, em harmonia de preço e de oferta.
Alguns tinham alguns cards e outros tinham outros. Os preços realmente variavam, e numa proporção esquisita, visto que muitas vezes estávamos as vezes a apenas algumas mesas de distancia, e o preço podia aumentar em até 50%. Mas isso se devia ao fato de que cada card era conseguido de uma maneira diferente. Cada dealer tinha suas manhas, seus contato e seus fornecedores.
Um bom exemplo disso que ocorria no passado era a Merlin.
Eramos em cinco os dealers lá.
Eu, pumba, Tick, Jogi todo dia (always) e sempre um aleatório perdido.
Todos conseguíamos fazer nossos negócios e além de tirar um dinheiro ainda ajudávamos a comunidade. Cada um ao seu estilo, com clientes, com regras, com campeonatos, com informações e etc.

Hoje várias lojas atuam como dealers. Então nesse texto, sempre que você ler a palavra dealer, pense também em lojas de magic. Hoje od dealers abrem quantidade absurdas de caixas de boosters e dispõe de um estoque gigantesco de material. Muitas vezes mais barato, e para apreciação e compra de qualquer um. Hoje, com o mercado aberto, com dezenas de dealers em fóruns, em lojas, no ebay, mercado livre, na praça, no colégio, montar seu baralho ficou fácil. Mais caro, mas muito mais fácil.

PERAI! Para tudo. Eu disse caro? Puxa, com isso, eu mesmo me contradigo do ultimo post. Bem, posso explicar.
Ficou caro quando pensarmos que antes os cards custavam menos e hoje os tops estão bem mais caros. E para relembrar o post antigo, eu me referia ao mercado como um todo, onde oferta e procura fazem o preço dos produtos de melhor qualidade (as tops) muito mais caros. Sim, ESSES produtos ficaram mais caros. E no Brasil por inúmeras outras razões o preço subiu ainda mais. Dolar, taxas, impostos, importação, e por ai vai.

Mas o que quero dizer é que o fato de termos mais dealers no país, mais lojas e mais caixas abertas, proporcionalmente também significa que temos mais jogadores. Mais gente procurando os mesmos cards. O que faz criar uma escasses nunca antes sentida.

Quando uma coleção nova é lançada, a domain por exemplo, abre umas 40 caixas. Isso significa umas 120 cópias de cada card comum. Isso divido por 4 significa apenas 30 jogadores com um play set montado para se jogar. Se você levar em conta que não há apenas 30 jogadores no Brasil da para perceber que há falta de material e com isso alguns itens mais procurados disparam. E olha que eu só contei as comuns. Nem estou falando das incomuns e das raras.
Sim, temos a especulação, temos o problema do dólar, temos problemas de todos os lados. Mas se os jogadores estão enfrentando problemas imaginem os dealers, que tem que investir pesado para ter os cards, fazer um preço razoável, aceitar troca de cards (o que na prática não da lucro direto, pois não ajuda em nada a pagar as caixas que ele abriu) e ainda amargurar ficar com centenas de cards parado pois são simplesmente muito ruins. Isso unido ao fatod e ter bizilhoes d e outras pessoas fazendo exatamente a mesma coisa.

Junte a isso o fato de que por se tratar de um produto caro, pequeno e que facilmente some no bolso de alguém, o trabalho de dealer é normalmente feito sozinho. “Quisá” com um irmão, primo, parente em que podemos confiar um pouco mais.
Junte tudo isso ao fato de que para se vender é necessário um pouco de tato, educação e carisma, ser dealer não é nada fácil.
Novamente, não estou aqui defendendo a classe ou dizendo que os dealers são santos. Não, muito pelo contrário, são pessoas como outras quaisquer, e por isso mesmo podem ser estúpidos, preguiçosos, arrogantes e desdenhosos. Mas no meu entender e na minha experiência, para se manter nesse mercado, não basta ter os cards, é necessário também saber vende-los.
Meu estilo, por exemplo, sempre foi de ser honesto com o cliente, pois se ele gostar de você ele sempre voltara, mas uma vez que você o pilantrar, mesmo que arranque um grana boa dele, ele nunca mais vai volta e você perde o cliente.
E como minha vó dizia: - Um grão de milho por dia te alimenta. Um milho inteiro de uma vez te engasga!

Preços


Além de tudo isso que falei, temos também o preço. Bem, esse é quase um tema para um outro post, mas vou dar uma pincelada aqui numa regra básica:
Galera, acorda!!!
Se o card é meu eu peço o que eu quiser! Por tanto se você quiser vender um card, saiba o quanto ele vale antes de começar a negociar. Simples assim.
Pois se você não souber o quanto quer, ou basear seu preço no quanto o outro está vendendo, você esta arriscado a ouvir o que não quer.
Você chega no sujeito e diz:
- Quero vender esse card. Quanto você paga?
Ele vai responder R$ 1,00.
E você não pode ficar bravo. Ele deu o preço dele. E se você perguntar quanto é o dele e ele falar R$ 1.000.000,00, também não é para ficar bravo não!!!! Esse é o preço dele, e ele vende por quanto quiser, ou nesse caso, ele não vende.
Cada dealer tem uma maneira especifica de trabalhar, de comprar e de trocar. Não fique bravo ou irritado com o outro pois esse é o jeito dele. Você tem o seu. Se você não sabe o quanto quer, por que ficar bravo de ele querer tirar o maximo possivel de uma negociação.
Ele se intera constastemente de preços, baralhos, procuras, interesses, coleções, banimentos, etc. E você? Você já procurou perder um pouco de seu tempo para saber disso tudo?
É muito comum as pessoas acharem que quando o outro da menos pelo card, ele esta menosprezando o seu produto. Não. Isso chama-se: querer lucrar. A vida do cara depende de ele ganhar dinheiro com isso. Se ele comprar pelo mesmo preço que vai vender ele não paga as contas.

Sem querer comparar pois isso é impossível. Mas tomo a domain com exemplo.
No site esta anunciado um valor: card x custa R$ 20,00. A loja jamais vai comprar algo nesse preço para vender no mesmo. Ela precisa lucrar e pagar diversas contas, empregados e ainda fazer sobrar algum dinheiro para aplicar e aumentar o estoque, por isso o preço de compra por exemplo seria R$ 10,00.
Ai alguém via dizer:
- Pô, mas lucrar o dobro? Que negocio que dá tanto dinheiro e lucro assim, vou abrir uma domain!!!!
Agora façamos uma conta simples:
Card X = R$ 20,00 compramos por R$ 10,00.
O lucro agora está em R$ 10,00
– 10% do valor total da venda para pagamento de taxas de administração de cartão de crédito, perda de valor por esperar 35 dias para receber da operadora de cartão (sim 30 dias, e para debito também, só que a taxa é um pouco menor pois a operadora tira da sua conta bancaria na hora)
Temos então de lucro agora de R$ 8,00.
Agora tiremos do valor total (pois é assim que funciona) 7,5% para pagamento de imposto de renda: R$ 1,75
Lucro agora R$ 6,25
Inclua nisso: aluguel, empregados, cards do estoque que custaram e não venderam... mais ou menos uns 60% do valor total (-R$ 3,50)
No final das contas o dealer (nesse caso a loja) terá um lucro bruto de R$ 2,75. Isso quando o cliente não pede desconto.
Ou seja, para alguém ganhar R$ 2.500,00 mensais, que é um salário bom, mas não excelente em nosso país, vendendo cards ele precisa vender quase 1000 cards de R$ 20,00 para chegar a esse valor (para receber em 30 dias) e sinceramente, quantas vendas de cards de R$ 20,00 alguém acha que ocorre? Quantas trocas (que não se transformam em dinheiro vivo) ocorrem? Quantos cards não vendem? Quantas vezes isso ocorre?
É fácil? óbvio que não. Trás dinheiro? Sim, se não as pessoas não fariam isso. É desculpa para poder maltratar alguém? Também não, pois se alguém não está satisfeito com o trabalho que tem, largue-o e arrume outro.
Mas também não somos malvados, egoístas e cruéis. Sem os dealers, jogar seria uma coisa 100 vezes mais cara do que é hoje. Talvez mais amadora até.

Sem os dealer, o magic seria mais um hobby de canto, no armario de muuuito mais gente do que hoje é.

Teriamos, sobre-um, war, jogo da vida, status, banco imobiliario e magic: the gathering.

E não teriamos as quintas-ferias para mastigar.

Até a próxima quinta e lembrem-se o dealer também é gente. O dealer mais próximo pode ser seu amigo!

Fox

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Magic é realmente caro?

Olá, vim aqui hoje para defender o magic. Sim, defender. Ultimamente tenho ouvido e lido muito sobre o fato do magic ser um jogo de elite; que é caro; que está ficando impossivel de jogar; blá, blá, blá.
Não concordo, nem um pouquinho.
Magic pode ser um jogo caro.
Pronto, ai sim a frase fica correta.

Sabe por que o magic é barato.
Deem uma olhada.

4x Choque (R$ 10,00)
4x Fagulheiro (R$ 1,60)
4x Estocada Ardente (R$ 1,60)
4x Gigante da Colina (R$ 0,80)
4x Goblin Enfurecido (R$ 3,00)
4x Goblin Toboganista (R$ 3,00)
4x Comando de Skirk (R$ 0,80)
4x Punção Explosiva (R$ 4,60)
4x Machado de Lava (R$ 3,00)
4x Elemental do Relâmpago (R$ 0,80)
20x Montanhas (R$ 0,15)

Valor total conforme preços da Magic Domain: R$ 32,00.

Bem, é o melhor deck do mundo? Não. Mas se você tiver pelo menos uns 4 ou 5 decks desses decks diferentes, bem você gastou menos nesses cinco baralhos do que gastaria em uma bola de futebol de boa qualidade. Não digo nem uma profissional, do tipo Umbro, Penalty ou Nike. Me refiro a uma bola simples mesmo, mas de boa qualidade, de couro.

Muita gente reclama que os preços dos cards estão altos, bem, levando-se em consideração o fator competitividade e não diversão. Sim tenho que concordar que os preços podem estar altos.

Afinal de contas, pagar R$ 70,00 numa Lagoa Espelhada, sendo que você precisaria de 4 em seu baralho Qnt (quick and toast - um tipo de baralho atualmente bem competitivo) ficamos combinados que você vai gastar uma nota para monta-lo. O próprio fadas, o deck a ser batido no ambiente de campeonatos, não sai por menos de R$ 1.000,00.

Mas generalizar e dizer que o MAGIC é caro, é de maneira franca e criminosa, perpetuar uma idéia de que o Magic é um jogo de elite. Sabe por que não é? Por que para se jogar Magic você precisa de pouca coisa, praticamente só os cards e quem sabe um protetor, daqueles mais simples mesmo, para não estragar os cards no momento de embaralhar.

Agora eu desafio a alguem me dizer um jogo que custe, para começar a se jogar, sem ser de maneira profissional, menos de R$ 50,00?

Vou melhorar o desafio, me diga uma diversão diferente, que não seja conversar com a familia, visitar a avó ou passear com o cachorro que custe menos do que R$ 32,00. Lógico que alguém vai falar: Cinema, jogar bola, praia, cerveja, War, etc.

Para cada um deles eu digo:

Cinema: R$ 15,00 se você não for Estudante (o que hoje no brasil é uma raridade, nunca vi tanta gente com carteirinha de 1/2 entrada na minha vida!!!) e acaba em no maximo duas horas. Muitas vezes a gente se arrepende amargamente de ter comprado o ingresso para aquele filme (vide Austrália, com Nicole Kidman)

Jogar bola: só a bola tem preço médio R$ 35,00 (uma boa). A vantagem ai é jogar em qualquer lugar, mas vamos dizer nesse caso que é preciso de um campo, e o custo para uma hora varia quando dividido entre muitos jogadores entre R$ 20,00 e R% 30,00 por hora o aluguel. Sem contar uma chuteira, um uniforme, etc)

Praia: Pelo menos em SP, a gente tem que viajar... só de pedágio R$ 17,00. Tomar um sorvetinho, usar protetor solar entre outras coisas encarecem pacas o pacote. (ok, aqui tive que apelar, mas estou tentando defender o magic :-))

Cerveja: Dura menos que o cinema e 3 latinhas em qualquer lugar saem por R$ 10,00. E sinceramente eu mesmo não vejo muita graça já que a graça é não lembrar o que aconteceu na noite anterior.

WAR: edição normal R$ 80,00 (em lojas baratas), nunca mais você precisa comprar nada, mas logo, logo se perde os amigos devido as brigas que ele gera e também depois de um tempo, ninguem mais tem saco para jogar.

Bem, eu podia falar mais uma meia duzia de outras opções de diversão, de entretenimento, mas continuamente vou terminar falando. Magic não é caro!
Eu quero enfatizar isso, pois quando alguém começa a jogar, ouve muito disso de que na era pré-histórica do magic ele era mais barato. Tudo bem, se comparamos o magic de 10 anos antes com o atual, os card tops estão realmente mais caros.
Mas isso se deve basicamente ao crescimento do próprio jogo, da escasses de cards em solo nacional, a massa de novos clientes pelo mundo e a disseminação dos cards que exisitiam entre os jogadores do mundo. Basicamente, devido a especulação. Ao nosso bom e velho capitalismo. Mas isso só é aplicavel aos top cards, pois é possivel montar vários baralhos com custos mais baixos. Suas escolhas acabam ficando entre as comuns e as incomuns. Mas sinceramente.

E dai?

Bem, mas ai alguém vai dizer: " mas meu amigo sem graça e rico pode comprar tudo que quizer e eu nunca ganho"

Calma existe solução para tudo. Tal qual ao evento que eu montei para a Domain, onde exisitia um limite para ser gasto em cada card individualmente, o 0,19c você em casa pode fazer o mesmo.

Muitas vezes, alguém descobre a Domain, compra uns cards novos e legais e vai jogar com os amigos do bairro, do prédio ou de infancia. Como eu dou uma ajudada no baralho do sujeito na Domain, ele consegue comprar varios cards legais, por pouco dinheiro e volta para casa e literalmente surra os amigos.

Sempre vão perguntar para ele onde ele conseguiu os cards e tals, e como todo mundo gosta de se exibir ele vai dizer: numa loja de magic. Como se fosse uma descoberta arqueológica gigante, como descobrir um templo repleto de ouro ou um baú enterrado cheio de dobrões.
Ele eventualmente apresenta os amigos ao universo do magic e das lojas trazendo-os até a gente. E lá eles vão encontrar uma miriade de cards e pessoas. Descobrem que existem arquetipos de baralhos e ambientes. Ok, isso tudo é otimo. Mas aquele grupo não precisa partir para a competição. Se eles estavam se divertindo tanto antes, com tão pouco, por que partir para os baralhos de milhões de reais. Não precisa.

É possivel, se criar regras internas para que todos se divirtam sem ter que gastar tubos de $$$$.
Limitar o custo dos cards ou do total do custo do baralho são algumas soluções.

Imaginem se um cara do grupo de jogo resolve comprar um Garruk e gasta R$ 50,00 nele. Se o limite do grupo for R$ 100,00, por exemplo, ele terá que se adaptar e montar o resto do baralho apenas com os outros 50.

Eu mesmo sempre tento criar enventos na loja, que permitam que mais pessoas participem sem gastar muito dinheiro. A liga dos R$ 0,19c e agora a Liga EDH, estão voltadas para a diversão, para a continuidade do jogo, e não simplesmente o comércio. Ficar berrando que o jogo é caro não só não resolve, pois os preços não escutam nada do que a gente fala, como é capaz de assustar alguém quando esse pergunta quanto custa uma "figurinha".

É a mesma situação quando alguém fala mal de um lugar. Para elogiar de cada cem clientes um elogia e comenta com outros sobre como foi bem tratado. Agora para falar mal, um em cada cinco vão meter o pau e falar para o máximo número possivel de pessos o quanto ela sofreu na mão daquele lugar terrivel. Fazendo cara de dor e voz de coitada.

Assim é o mundo, a gente sempre presta mais atenção às coisas erradas do que as certas.

Sim, é bem mais legal jogar com um Colosso Camaleão e uma Bitterblossom, do que com um Gigante da Colina e um Refugio de Pégasso. Mas no final das contas, as pecinhas do war precisam estar em formato de soldado, tanque e avião, ou bastam aquelas bolinhas achatadas que a gente tanto ama invadir outro país.

Acho que é muito importante a gente promover as coisas quando elas são boas, sempre vai ter alguem reclamando, pois assim é o mundo, em que as pessoas discordam uma da outra. Viva a democracia. Mas falar que isso é assim ou assado, por pura falta do que falar ou só para aparecer na conversa acho errado.

Se a pessoa esta insatisfeita pois não tem dinheiro para trocar constantemente de baralho e quer jogar o tipo 2, ok, pode reclamar, mas reclame certo. Diga que não ganha bem, que não conseguiu dar sorte na vida e não que o Magic é caro.

Diga:

"Jogar competitivamente magic profissional é caro"

Pois se divertir com magic, o que muuuuita gente faz, não é caro não. e uma das minha preocupações ao encontrar com os pais de alguns clientes que vem na loja é de explicar que magic pode ser barato. Basta saber o objetivo que a pessoa esta buscando ao jogar magic.

Se divertir ou ganhar prêmios?

Se a sua opções é a número um, de uma olhada na enquete lá em cima e responda.

Abraços e até a próxima quinta!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Os filhos pródigos à casa retornam...



Para aqueles que têm alguma vontade em escrever num blog e ficar conhecido por tal façanha, vou avisar: é difícil. Sim é difícil. Mas o difícil não é escrever em si, e sim saber exatamente sobre o que escrever. Qual tema é legal, por onde começar, qual melhor imagem para expressar exatamente aquilo que queremos mostrar, entre tantas outras decisões anteriores necessárias a serem tomadas antes de definitivamente escrever o texto.
No meu caso eu escrevo sobre o que eu bem entender. Afinal de contas, o blog é meu e eu falo o que me der na telha. Limitado apenas pelo assunto que eu próprio escolhi. Que nesse caso é sobre Magic. Tenho que pensar em como expressar um ponto de vista sobre algo que também tenho vontade que outras pessoas leiam e se pelo menos não concordem, que sintam vontade de comentar ou criticar. Vixi!!! Que complicado, assim até parece que é um fardo escrever num blog.

É nada.
Pelo contrário.
É bem legal.


Mas para exemplificar o fato de sobre o que escrever, vou contar rapidinho como veio a idéia de escrever sobre o tema de hoje. Bem, estou de férias. ISSO sim é bom. Não ter que pensar em nada, fazer apenas o que agente gosta e na hora que a gente quer. Certo?
Errado. Bem, pelo menos em meu dicionário a palavra férias significa:

Férias – Intervalo de tempo para resolver “pepinos” que durante o período de trabalho são impossíveis de se resolver.

Assim são minhas férias. Tudo bem, até que consigo descansar um pouco, ir a um barzinho, assistir filmes tanto no cinema quanto no DVD. Mas no fim das contas, tem sempre aquele banheiro para consertar, aquela conta para pagar, aquele filho para cuidar. Sim, férias mesmo, eu acredito que ninguém tira quando da o tempo.
E no meu caso não é diferente. A gente sempre consegue tirar aquele tempinho do mundo para cuidar da gente mesmo. Ótimo. Que maravilha. Mas isso me levou a minha questão diretamente. Bem, se minha “coluna” é sobre Magic, e se estou de férias, me veio a pergunta: Sobre o que exatamente vou escrever se estou de férias e longe do Magic?

Estava eu no sofá, totalmente largado, assistindo TV com a esposa, nessa última quarta feira e perguntei para ela:

“Sobre o que vou escrever no blog amanhã se não tenho acompanhado nada sobre Magic.”

Eu tinha viajado com a família e ignorei completamente o mundo do Magic nesses dias. Não sabia nada do spoiler sobre Conflux, não sabia de campeonatos, não tinha falado com ninguém e nem mesmo tinha acompanhado se meu blog havia recebido algum comentário ou não.
Bem, eu estava completamente por fora.
Pronto, ai iluminou-se minha mente, e eu mesmo encontrei a resposta. Esse seria o tema da nova postagem.

Aha!!!!

A providência é a mãe da preguiça. Ou pode-se dizer que se Maomé não vai até a montanha a montanha vai até Maomé.

Isolamento Temporal

Quando eu percebi que eu estava isolado do Magic, mesmo que por alguns dias, eu me dei conta do sentimento que eu já havia sentido antes quando em alguns momentos de minha vida eu preferi deixar o Magic de lado e me dedicar a outras coisas que considerava mais importante. Se você nunca passou por isso, prepare-se, pois um dia você ira passar. Inevitavelmente você parara de jogar Magic.

Magic pode ser comparado a um vício saudável como correr, jogar bola ou sair com os amigos. Pois simplesmente ele é muito bom, interessante e não faz mal. Ao contrário, até hoje não vi nada que desabonasse alguém a jogar Magic. (fatos religiosos não cabem aqui)

Algumas vezes larguei o Magic para cuidar de assuntos particulares, ou por que estava de saco cheio mesmo (empapuçado é a uma palavra melhor) ou por que o Magic entrava em conflito com algo que naquele momento eu devia me dedicar mais completamente. Magic nunca foi ruim na minha vida, nunca atrapalhou meu lado social nem pessoal. Muito pelo contrário, ele me trouxe grandes amigos e inclusive um padrinho de casamento.

Mas tem aquele momento que todo o universo do Magic enche. Magic de mais faz isso. A gente tem vontade de sair daquela mesmice. Já vi muitos largarem o Magic pelas seguintes razões:

- Casamento / Namoro
- Outro jogo (Counter Strike, Mage Knight, Pokemon, RPG, etc)
- Dívidas
- Faculdade ou Estudos em geral
- Viagem

Lá em cima vai constar uma enquete sobre isso, por favor respondam!!!!

Bem, no meu caso, como eu tirava um sustento legal com o Magic, a decisão de largar-lo era sempre muito bem pensada antes. Afinal de contas, meu estilo de vida era baseado nos meus ganhos. A primeira vez que larguei o Magic foi quando passei em um concurso público.
Até eu me adaptar a nova rotina eu decidi que venderia tudo e mais para frente veria se era possível conciliar o serviço publico com o Magic ou pelo menos com a vida de Juiz.

(Des)serviço Público

Só podia ser piada, eu nunca devia ter vendido tudo, afinal de contas, o serviço publico não é bem um serviço. Então não ocupava muito do meu tempo. Sério. Sério mesmo. Quem quiser pode e deve se dedicar, mas quando você percebe que estáa rodeado de pessoas que não querem trabalhar, não hácristão que não se desmotive. No meu caso foi exatamente isso. Tanto é que continuei a trabalhar metade do dia em algumas lojas enquanto estava atuando firmemente no serviço público. Nada contra, mas para quem quer trabalhar mesmo e desenvolver uma carreira, procure o setor privado, pois o publico não dá.

Novamente Concursado

Voltei ao Magic e continuei a freqüentar algumas lojas, mais pela farra do que pela grana. O ambiente me era querido e as pessoas também. E sempre que eu podia dava uma espiada na internet sobre o que rolava.
Até o momento que decidi voltar a vender cards. Eu apitei um evento. Era um evento conjunto de jogos de computador que o Eduardo Terranova promoveu junto com a Cyber (acredito eu) e que ele resolveu juntar com Magic pois ele acreditava que faria algum sucesso. Naquele dia eu fui chamado por ele e outros juízes para ajudar no evento. Mas chegando lá a adesão dos jogadores foi tão pouca que eu desisti de apitar e peguei um baralho emprestado e fui jogar.
E não é que consegui uma boa colocação. Tão boa que ganhei uns boosters, e como ninguém ali queria comprar os pacotinhos levei para casa.
Bem, como todo mundo eu sou bem curioso e resolvi abrir um pacotinho só. Para relembrar como era fazer isso. Para acelerar o processo, não resisti e abri todos os 18 boosters.
E como não tinha serventia para isso decidi ir até uma loja e vender o conteúdo deles. Na época a loja mais perto de minha casa era a Shinozaky, na liberdade. Lá encontrei o pumba, Sandro milito e o tick. Pronto, danou-se tudo, conversa vai, conversa vem e dali em diante eu comecei a mexer novamente com cartas.
Comecei a trabalhar na comics em São Caetano do Sul e quando passei em um novo concurso (agora para professor) decidi por vender tudo e lecionar.
Ledo engano, logo eu vi que aquele mundo de provas e alunos não era para mim.

Give it up, give it up, go, go, go

Dali para frente, eu já havia desistido mais duas vezes de trabalhar e jogar Magic, casamento e outro trabalho foram as motivações principais. Mas virava e mexia eu sempre entrava em algum site sobre Magic, algum fórum e lia as novidades. Era como se constantemente eu tivesse a sensação de estar perdendo algo. Deixando escapar alguma informação legal sobre o jogo. Alguma noticia arrebatadora. Imagine-se retornando ao jogo depois de algum tempo e descobrir algo que, para nós constantemente informados, é completamente novo. Por exemplo, os planinautas.
Perder a novidade da coisa.
Parece meio loucura, mas só me entenderá completamente algum que efetivamente que largou o jogo por algum tempo.
E foi justamente isso que me ocorreu ao estar sentado no sofá com minha esposa. Estar longe desse universo que tanto gostamos é estranho.
Não saber em que passo esta o universo do Magic. Não saber que as “cartinhas” já viajaram por planos metálicos (Mirrodin), planos tribais (Investida e Lorwyn), não ver o nascimento dos planinautas, não ver novos tipos de mágicas (arcanas em Kamigawa), não testemunhar a vitória do PV, do Jaba, do Willy, enfim de todos os brasileiros. Não saber quem é o campeão nacional, o ícone de uma geração de novos jogadores. Mesmo quando eles as vezes não parecem merecer o tal título.
Perder tudo isso, ou a menos não saber o que estava ocorrendo não faz nosso estilo.

Um mundo a parte

Magic é realmente um universo em si mesmo. Um universo que nós nos acostumamos a gostar e a criticar quando alguma noticia bombástica é revelada. Um universo nosso, e muitas vezes só nosso, onde pais, irmão, alguns amigos e até alguns conhecidos próximos não tem a mínima idéia sobre o que se trata.
E mesmo sabendo que existem neste exato momento dezenas de milhares de jogadores iguaiszinhos a nós, temos ainda a impressão de que somos poucos e que nosso nicho de diversão e amigos esta reservado para nós quando resolvermos voltar, mesmo que muito tempo já tenha passado.
É como o lar. Em que não só queremos saber de tudo o que acontece, mas que também precisamos saber.

Quantas pessoas em fóruns espalhados por ai não afirmam:

“Eu não jogo mais, mas continuo acompanhando através do fórum

Isso não é simplesmente vontade de jogar. Isso é algo que cresce dentro de nós e se desenvolve. É como um pequeno token que nunca parece querer ir embora. Ele sofre algumas tentações, mas eventualmente todo mundo que tem acesso a algum PC seja no trabalho ou em casa sempre digita no Google:

Magic: the gathering

E quando abrem-se as paginas aparece um sorriso, de quem esta voltando para casa.

Até a próxima quinta!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Espectros....BU!


Olá galera, bem esse post será um tantinho diferente. Como já mencionei algumas vezes antes, a minha maior paixão quanto ao Magic não é necessariamente o jogo. Eu gosto muito mais do fator “construção” do que qualquer outra coisa. Construir baralhos, cards e eventos é o que há. Criar é algo que pelo menos em mim, é mais gratificante do que “ganhar”. Ok, ganhar é legal, massageia o ego e tudo o mais. Mas, por mais brega que isso possa soar, eu gosto mesmo é de ver a cara das pessoas quando são surpreendidas por algo que nunca viram antes. Mostrar aquela carta do spoiler e ouvir as pessoas dizerem “Putz, que coisa loka!!!” . E me dá um barato maior ainda quando essa coisa que causa essa reação fui eu que criei.
E como isso é bem interessante, e ver esse tipo de coisa é sempre participativo, já que a gente sempre comenta com alguém isso, eu acho que é também interessante mostrar o processo e as razões por que algumas vezes os caras da Wizards resolvem fazer um card assim ou assado, de maneira x oy y. O que está a seguir é totalmente baseado em minhas experiências pessoais, por isso é apenas puro “achometro’. Um achometro bem bolado na realidade. Mas também, para quem estiver curioso, é um pouquinho da história do Magic.

Pântano, Ritual Sombrio e o Hypp na mesa...

Quem é das antigas conhece muito bem essa seqüência famosa. (vocês podem notar que a palavra seqüência nesse texto tem trema, e conforme a nova norma do português a trema caiu em desuso, bem meu Word não sabe disso e eu também não, e vou demorar um pouco para me acostumar... por isso... agüentem.) Essa era uma das saídas mais clássicas do Magic, e por isso mesmo uma das criaturas mais queridas de quem iniciava a jogar magic com a cor preta. Afinal de contas, ele é voador, é um fantasma e faz o oponente descartar um card. Além é claro de ter sido lançado em Alpha, e por isso mesmo ser um dos ícones do Magic. Ele existiu numa época beeem diferente de hoje, onde Espadas em Arados, Raios e Leões da Savana eram muito comuns. Esse era um bicho que mal ficava na mesa, e que por isso mesmo dominou os céus de dominaria por muito tempo sozinho. Sua ameaça era real e com a chegada por exemplo de Hymn to Tourach e uma ajudinha do Mind Twist no ambiente, sua capacidade de disrupção da mão dos oponentes era potencializada por 100. Sem contar que o rapaz era incomum. Tudo bem que era uma época em que Sinkhole era comum, raio era comum e Anjo Serra era incomum. Por tanto visto seus parceiros essa máquina tinha que ser incomum.

Espectro Hipnótico
1BB – 2/2
Voar / Toda vez que Espectro Hipnótico causar dano a um oponente, aquele jogador descarta um card aleatoriamente.
Esse foi o primeiro espectro a exisitr, e sozinho ele ficou até que um primo, distante e gelado resolveu dar uma aparecidinha. O menos perigoso e menos destrutivo Espectro Abissal.

Espectro Abissal
2BB – 2/2
Voar / Toda vez que Espectro Abissal causar dano a um oponente, aquele jogador descarta um card.

Da para ver que naquela época eles já achavam o Hypp (como foi carinhosamente chamado pelos jogadores) muito absurdo. Tanto o é que seu próximo parente era muito mais lento e dava uma maior gama de respostas e saídas para os oponentes. Ele é ruim? Não exatamente, mas o problema é que ele também não era bom. Ele era apenas ok. E isso no Magic chega a ser um insulto. Em Era Glacial, onde o Abissal nasceu, foi a primeira grande tentativa da Wizards de criar algo consistente, consciente e condizente com o que eles queriam com o Magic. A mesma pergunta se pode fazer, ela é uma coleção ruim? Não. Mas também não era boa. Tentaram colocar muita coisa numa simples bandeja e descobriram que muito não necessariamente era algo bom. Obvio, de Era Glacial veio a Necro, veio o Incinerar, veio as Painlands. Mas também temos Icy Caulderon, temos card inúteis extremamente específicos e raras que nunca deveriam ser raras. Mas isso acontece. Agora para balancear o fato de o Abissal não ser lá essas coisas, eles mantiveram sua raridade no incomum mesmo. Ou seja balancearam tanto que o negocio ficou... ruim.

E assim se passou um ano. E fomos apresentados a outro fantasminha voador. Só que dessa vez os desenvolvedores tentaram algo novo, agora tínhamos um espectro que descartava de longe e que elevou o patamar da raridade para onde ela merecia estar desde o começo.

Espectro Corrompido
3B – 2/2
Voar / 1BB, T: O jogador alvo coloca um card de sua mão eu seu cemitério ou no topo de seu grimório. Se o card for colocado no cemitério daquele jogador, Espectro Corrompido causa 1 ponto de dano a cada criatura e a cada jogador. Use essa habilidade a qualquer momento que você puder jogar um feitiço.

Bem, ele continuava a manter suas características mais básicas, 2/2, era voar, era um espectro e descartava, mas agora era raro. E o que isso significou... nada. Os caras continuaram a manter a habilidade de descarte “at bay” como dizem os americanos. Ou seja, de lado, seguro. Banimentos e restrições durante o Black Summer, onde Necros e combos dominavam o ambiente de campeonatos. Agora imaginem a frustação de alguém que se empenhou em criar algo interessante e descobrir a m..... que fez. Imaginem abrir um booster e ver a rara... “é isso?”. Isso é uma coisa que poucos sabem, mas dar opções a seu oponente nunca é bom. Tirando Fato ou Ficcção, não há card que valha a pena investir tempo e treino em algo que não se tem controle. Que é o oponente que determina. E esse espectro prova isso.

Até a arte é hipnótica...

Com empenho e a custo de muito esforço, depois de quase dois anos temos outro Hypp. Ta bom, não é exatamente o Hypp, mas já era uma mostra que descarte e criaturas boas podiam ser dois item numa mesma sentença. Espectro Entrópico. Esse sim começou a criar a fama da família. Numa nova versão, no lançamento dos números de coleção nos cards e dos símbolos de raridades, o Entrópico veio para agredir.

Espectro Entrópico
3BB
*/* - Voar / Conforme Espectro Entrópico entre em jogo escolha um oponente. O poder e a resistência dele são iguais ao numero de cards na mão daquele jogador.
Toda vez que Espectro Entrópico causa dano a um jogador, aquele jogador descarta um card.

Agora sim, eles eram grandes. E a arte do Ron Spencer (não é Henrique) muuuito louca. Hoje ele também é um espírito, mas na época era apenas um espectro. E que espectro. Com uma ajudinha de um ritual ele podia cair fácil no terceiro turno, com dois no primeiro. E que estrago ele podia fazer, um swing de sete ou seis e um descarte era unir o insulto a injuria.
Agora sim eles faziam jus a serem raros. Agora sim era a era dos Espectro...

Ledo engano. Tivemos criaturas terrestre que descartavam, como por exemplo Ordem de Yawgmoth, mas aquilo não era um espectro, era um soldadinho medíocre, com fear e que não voava. O mundo clamava por uma criatura terrível, eficiente, montada de preferência em algo monstruoso. Uma homenagem aos Nazgul de Tolkien. Um verdadeiro espectro.

Em Chamas!!!

E anos se passaram. E o tempo e eras viraram. Mas quando trouxeram de volta algo que o próprio Rei Bruxo de Angmar se orgulharia.

Espectro Flamejante
2RB
2/2 – Voar, Ímpeto – Quando Espectro Flamejante causa dano em um jogador aquele jogador descarta um card.

Tudo bem que agora ele tinha um outra cor, e com isso ele era dourado, mas numa época que o Ritual Sombrio era disponível para o uso, ser um Flamejante era tudo de bom. Rápido, letal e evasivo. Apenas faltava o descarte aleatório. Mas estava ótimo, com um Duress de primeiro turno e um rato ou uma Braids para ajudar, o flamejante era ótimo. Eles voltavam com estilo e que estilo. Tanto estilo que tentaram na sequencia mais um, agora com azul.

E como sempre é bom dizer, muito nem sempre é igual a bom, esse só veio encher lingüiça. Ter que voltar uma criatura para a mão, mesmo com os ratos vorazes e dar um turno inteiro para o oponente ter que pensar era demais. Mesmo com a possibilidade de sobreviver aos choques sendo 2/3 e olhar a mão do oponente e escolher. Sua combinação era um preço muito alto a se pagar por um pequeno beneficio extra. Era quase como ser o fato de olhar a mão do oponente fosse uma melhoria necessária para compensar o fardo de joga-lo. Pronto, lá ia a wizards atrapalhar novamente o reino dos Espectros.

Espectro do Juizo Final
2BU – 2/3 – Voar / Quando entra em jogo devolva uma criatura que você controla preta ou azul para sua mão ou sacrifique-o.
Quando causa dano de combate a uma jogador, olhe a mão daquele jogador e escolha um card. Aquele jogador descarta aquele card.


Eu quase acreditei que o mundo iria ser coberto por uma grande sombra de asas e gritos, mas foram tantos os “erros”, tantas as falhas com espectro de custos altíssimos, espectros que aplicavam lobotomia, espectros que descartavam dois cards, entre tantos outros efeito, nas coleções seguintes que eu quase desisti deles. Sempre sendo raros, sempre sendo pretos, sempre cavalgando algo grande e com asas e normalmente voando. Eles estavam lá, coleção após coleção. O futuro não parecia promissor. Até que ele chegou, de volta na oitava edição, na nona e também em décima. O rei absoluto dos ares e dos descartes. Hypp estava devolta.
Com nova arte e com a mesma maldade, apenas mais lente, visto que seu parceiro de sempre havia sido banido do jogo, Ritual Sombrio.

E quando ele voltou percebi que o mundo poderia ainda dar uma chance para eles.

Os espetros se tornaram símbolos no imaginário dos jogadores de Magic do poder de aterrorizar e fazer descartar. E isso é algo diferente. O Hypp foi inicialmente desenhado como um cavaleiro voador e que descartava. De onde surgiu essa idéia? De verdade? Isso não importa lá muita coisa, o que realmente importa é que hoje, nenhum jogador pensa em outra criatura voadora como mais perfeita do que um espectro preto quando falamos de descarte.
Os espectros hoje são símbolos disso.

Os Novos

A frase “olha tem um espectro novo na spoiler!!!” é comum. E tudo isso graças ao poder de fogo de um único monstrinho balanceadissimo. Que só era um monstro assustador quando vinha com um ritual maroto ao seu lado.
Ele é perfeito, ele é correto e justo. É possível superar? Fazer algo mais forte do que o velho Hypp? Que tal o Espectro Agulha? Que quanto maior mais cards descarta. Que tal o Sedraxis que bate mais forte e quando morre pode bater novamente.
É possível que a Wizards crie algo mais brutal que o velho Hypp. Será que conflux trará algo novo?
Esperemos que sim, esperemos.










Galera, estou saindo de férias e não sei se na proxima quinta o post estara aqui, se ele falhar o que pode vir a ocorrer, não postarei depois. Farei algo diferente na semana seguinte...
Aguardem
Abraços a todos... e... tenham medo... tenham muito medo...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Espaço: a Convergência ou MTG 2000





Feliz 2009!!! ou como diz a propaganda do Bradesco 2000-inove! E inovar é realmente preciso. E como vocês poderão notar, será costumeiro o fato de eu postar coisas sobre variações do magic.
Muitas vezes serão coisas bem simples, como uma regra diferente, outras vezes teremos visões próprias do que acredito o magic representar, mas hoje quero falar sobre o espaço, a fronteira final.
Como muita gente ligada em coisas fantásticas, o espaço sempre atraiu a minha atenção e despertou minha imaginação. Um dos meus canais preferidos era justamente o Sci-Fi Channel, pena que atualmente não possa mais assisti-lo. Vários seriados muito bons já passaram por lá e em outros canais que deixaram marcas permanentes em muitos de nós. Infinitas versões do Star Trek e seus Vulcanos e Klingons, Babylon 5 (esse era muito bom) com suas guerras inter-galáticas e seus Vorlons, Atlantis, Stargates, Battlestar Galacticas, entre tantas outras séries desenrolaram perante o público cativo inúmeros conceitos e idéias sobre viagens interplanetárias e zuns e zoins!
E o espaço realmente mexe com muita gente, afinal de contas lá é o único lugar que não podemos chegar com nossos próprios pés. até no fundo do mar da para ir, nadando ou afundando, com certeza alguém já chegou até o fundo das Fossas Marianas, o ponto mais profundo da terra. Até mesmo com os caras da wizards ficam meio mexidos com o espaço. Sim, da wizards.
Como exemplo posso começar usando o jogo BattleTech. Nesse universo o jogo tratava de Robôs. Desenvolvido pela própria Wizards e pelo gênio residente Richard Ph.D Garfield, o jogo consistia de combates entre robôs gigantes, muitas vezes pilotados por grande soldados (numa mecanica semelhante as Auras do Magic) que tanto podiam se arrebentar em confrontos diretos quanto podiam aniquilar a pilha de cards dos adversários. Era muito interessante o conceito, os jogadore~s não tinham vida, e sim o baralho. E a cada ataque o jogador perdia cards do topo do baralho. E para tornar o jogo mais próximo de quem jogava magic, e com isso atrair mais jogadores, eles resolveram usar os mesmo sistema de jogo alterando apenas alguns termos e ações. Por exemplo, sacrificar era chamado de Scrap (a tradução mais próxima seria - Descartar para o lixo). Era quase como uma versão cientificamente correta do Magic. Até um dos erros mais básicos de quem está aprendendo a jogar magic eles colocaram lá como uma regra do jogo, pois pelo visto era uma coisa inerente dos jogos com “criaturas”. No Battletech, as suas unidades (ou criaturas) podiam atacar diretamente as unidades de seus oponentes. Coisa que no magic sempre vejo como uma duvida corriqueira de quem está iniciando.
E como não podia deixar de ser outras pessoas pensaram também em uma variação do jogo com a temática espacial. Primeiramente a InQuest com suas matérias malucas. Dá para ver que a coisa era grande, e o que mais me chamou a atenção foi um prelúdio ao que viria a ser uma das grandes inovações do Magic. Equipamentos.



Para os que não conseguem ler segue uma tradução rápida:



Nenhum set seria completo sem alguns novos e interessantes mecanismos. O nosso primeiro são as melhorias cibernéticas, chamados de “implantes”, que dão bônus permanentes às suas criaturas. Pense neles como encantamentos de criaturas que uma vez jogados nunca vão embora. Por exemplo, o Pulsardérmico Garrugan, que o texto diz: “R: A criatura melhorada causa 1 ponto de dano a criatura alvo bloqueadora ou atacante. Use essa habilidade apenas se ela estiver atacando ou bloqueando.”
Imagine ser possível preparar um criatura sem medo de perder muita vantagem de cards. Você pode perder a criatura e os implantes para um Terror, mas você não teria que se preocupar em uma Tranquilidade destruindo todos os seus encantamentos. Melhor ainda, quando uma criatura “melhorada” é destruída uma de suas outras criaturas poderiam “pegar” o implante. Apenas pagando o custo do implante e anexando-o a outra criatura
[...]”

Bem, dá para ver de onde vieram os Equipamentos. Outros termos foram alterados, mas basicamente estão todos ali, até mesmo eles inventaram um novo tipo de permanente, nada tão diferente quanto os planinautas, mas diferente assim mesmo. A tal Nave Espacial. Ela precisava de um número X de criaturas em jogo e um podere combinado entre essas criaturas para ser jogada além de se pagar mana por elas.

Space: The Convergence



É imaginação se tem mesmo, mas quando se trata da wizards, aquela que fala diretamente no coração das pessoas, ninguém chega perto. Veja aqui no link sobre o Space: The Convergence. Isso sim que é mudar o Magic. Ali eles alteraram todos os nomes e colocaram vários conceitos muito interessantes. O Remove Soul virou um Desruptor de Tele-trasnporte, para mim isso sim é usar a imaginação. Nada comparado ao da InQuest que realmente surtou e ousou criar algo diferente.

Mas uma dúvida que pode ficar no ar: Será que o Magic faria tanto sucesso se fosse baseado em algo diferente da fantasia medieval?
A enquete da semana será essa. Vamos ver o que as pessoas acham???


Temos a Cólera de Deus, temos Crescimento Desenfreado e até mesmo um counter. Tudo isso com uma roupagem nova, já que a idéia por detrás do tal artigo é um "What If?", um quase " E se fosse de outra maneira?". Ou seja, apenas uma nova cara para a mesma coisa.
Enquanto que os caras da InQuest alteram, dão novas idéias e até criam cards diferentes e tem várias coisas criativas, isso mostra que qualquer coisa é possivel.
Quando lançaram os Planinautas quem achou mesmo que aquilo iria pegar e ser muuuito legal? Quase ninguem. Bravatas de "O Magic acabou!!!" foram ouvidas pelos quatro cantos. E enquanto isso, gente como eu que olha para todas essas novidades e fica de queixo caido, tentando imaginar até onde eles podem chegar cria a sua própria versão do jogo. E como não podia deixar de ser...


A Guerra das Ilhas

Mais uma cartinha para se observar, só que agora um salto de qualidade, já que chegamos aos meus planinautas. Bem, lógicamente, eu teria que prestar homenagem a um famoso personagem recente da mitologia dos piratas, Sr. Jack Sparow. Bem, o nome jack em piratas é bem conhecido e usado. Coisa de nome comum, afinal Jack (Jacó na tradução correta) está para João aqui no Brasil. E olhando essa imagem é meio que impossível não lembrar do Johnny Deep sendo enforcado no final do primeiro filme. fiquei decidido a criar um card baseado no desenho, o que é muuuito errado. Afinal de contas, o desenho é a ultima coisa a ser escolhida num card. Isso porque muitas vezes os melhores desenhos não se encaixam na temática do Set. Mas um esqueleto pirata e sendo enforcado só poderia dar um card bom não?
E como o Jack Sparow sempre volta da morte e muitas vezes a desafia cara a cara, bem, deixei a imaginação rolar e brotou isso ai:

Assim será o meu primeiro planinauta, um esqueleto maluco.
Na proxima semana, vou colocar um pouco mais do meu set aqui. E gostaria de deixar uma pergunta para vocês na enquete. Deem uma olhada lá!!!